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Através da dor e além dela

 

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A dor terá fim algum dia? Faz alguns meses que nossa TV repete as cenas de atordoante choque, angustiadas emoções e pungente dor do ato terrorista de 11 de setembro em Nova Iorque, Washington, DC e Pensilvânia, e seus resultados nos Estados Unidos, Afeganistão e no mundo todo. Misturamos nossas lágrimas com as daqueles que, sem timidez e às vezes incontrolavelmente, choraram perante câmeras de TV por causa de sua tremenda perda.

Na quinta-feira à noite, após aquela terça-feira de terror, eu estava visitando meu filho Kirk em seu apartamento. Vimos pela televisão pessoas que se aglomeravam exibindo fotos de seus amados que ainda se achavam sob os escombros das malfadadas torres do World Trade Center. Aos soluços, homens e mulheres, jovens e velhos, se apresentavam frente às câmeras implorando por qualquer informação sobre seus cônjuges, noivos, irmãos, irmãs, pais e filhos. Não entendo como o repórter podia permanecer ali segurando calmamente o microfone diante daqueles rostos chorosos. A TV mostrou até o presidente dos EUA embargado pela emoção, em face à imensidão da tão horrenda tragédia.

Irá a dor desaparecer algum dia?

Meses depois aprendemos que, numa questão de segundos diabolicamente coordenados em ações simultâneas, a vida sobre este planeta pode ser irrevogavelmente mudada ou permanentemente alterada. Eventos e condições que antes imaginávamos impossíveis, ou, na melhor das hipóteses, improváveis e impraticáveis, podem agora suceder em rumo irreversível. E nada nem ninguém conseguem detê-los. Nessa jornada através da dor nacional e além dela, quão imensa foi a perda e quão amargas as lições!

Para o sobrevivente cristão, um demorado e silencioso exame das dramáticas fotos daquela bola de fogo alaranjada, produzida pela explosão de um jato projetado contra as janelas envidraçadas da parte posterior da segunda torre, levanta dez eloqüentes questões que dizem respeito: (1) ao amor divino; (2) ao ódio humano; (3) ao caráter de Deus; (4) à salvação do mundo; (5) ao estado da Igreja; (6) à vingança e retribuição; (7) ao perdão e esquecimento; (8) ao fim do mundo; (9) à segunda vinda de Cristo; e (10) à incapacidade humana de resolver seus problemas mais profundos e exasperantes. Dez constrangedoras questões que após todos esses meses ainda produzem perplexidade, mesmo para o inquiridor cristão.

Onde estava Deus?

Talvez a mais urgente de todas as questões ainda permaneça: Onde estava Deus em 11 de setembro? Na busca de uma resposta, considere as palavras de um antigo profeta aqui precedidas de um incidente ocorrido na velha China. Muito tempo atrás, um grupo de pobres colonos chineses chegou a uma ampla planície, estrategicamente situada entre os rochosos contrafortes de uma cadeia de montanhas e o litoral salgado do Mar da China, que parecia perfeitamente adequada ao cultivo de arrozais. Ficou decidido que os colonos construiriam sua vila sobre um promontório plano e rochoso, de onde poderiam contemplar não apenas as plantações abaixo, mas as azuladas águas do mar além.

O povoado foi erigido nessa elevação e o arroz plantado abaixo. Logo a vida lhes estava acenando com novas promessas e grandes esperanças.

Numa tarde de verão, quando a maioria dos lavradores havia descido do monte para os arrozais da planície, uma das mulheres que ficara no povoado desviou, por acaso, os olhos de seu trabalho caseiro e contemplou o mar à distância. Seus olhos vaguearam pela extensão líquida até o distante horizonte oceânico. De repente, com apreensão, ela reconheceu um ameaçador vagalhão, uma gigantesca onda que seus vizinhos japoneses chamavam de tsunami. Uma distante alteração tectônica no leito oceânico havia criado esse maciço ajuntamento de águas, formando uma imensa coluna líquida que avançava quase que silenciosamente rumo à praia.

Por um instante a mulher ficou paralisada, dando-se conta de que quase todos os moradores do povoado, alheios ao fenômeno, estavam se dedicando ao plantio do cereal ao longo da praia, sem imaginar que seu mundo e vidas estavam sob iminente ameaça de desastre e morte. A tsunami iria destruir todos quantos trabalhavam nos campos sob o sol meridiano, a menos que ela os pudesse advertir.

Aos gritos, a aflita senhora notificou o problema aos poucos aldeões que haviam permanecido na elevação. Em pânico começaram a berrar e acenar, procurando chamar a atenção de seus familiares, crianças e amigos lá embaixo. Mas era um esforço inútil; eles estavam muito distantes. Com a tsunami celeremente vindo de encontro à praia, não haveria tempo para descer pelo montanhoso e pedregoso caminho e alcançar o vale. Precisavam chamar a atenção deles imediatamente ou todos no vale estariam perdidos!

Logo ficou claro que tinham de provocar algo catastrófico para despertar as famílias ameaçadas lá no vale. A mulher e seus companheiros sabiam o que precisavam fazer. Seria um terrível custo. Porém, se os ameaçados trabalhadores da colônia devessem ser salvos, o preço tinha de ser pago.

Apanhando brasas de seus fogões, a mulher e seus vizinhos na aldeia apressaram- se a pôr fogo nas casinhas de sapé. Uma a uma as casas no promontório irromperam em chamas avermelhadas, lançando ao ar espessas colunas de fumaça negra. No vale, as pessoas tiveram a atenção chamada para o inesperado incêndio lá no alto. Iniciou-se então uma grande corrida para salvarem suas moradias em chamas.

Quando cansados e ofegantes chegaram ao alto, encontraram a mulher e seus vizinhos apontando freneticamente na direção do mar. Chocados, os colonos observaram a rugidora parede líquida destruir a lavoura na qual haviam estado trabalhando momentos antes.

Foi necessário algo desastroso para adverti-los de uma destruição muito maior que sobre eles pairava.

Agora, considere as palavras do velho profeta Isaías: “Também através dos Teus juízos, Senhor, Te esperamos; no Teu nome e na Tua memória está o desejo da nossa alma. Com minha alma suspiro de noite por Ti, e com o meu espírito dentro em mim, eu Te procuro diligentemente; porque, quando os Teus juízos reinam na terra, os moradores do mundo aprendem justiça.” (Isaías 26:8 e 9.)

“Quando os Teus juízos reinam na terra, os moradores do mundo aprendem justiça.” Isso pode ser entendido como significando que quando os juízos divinos estão na Terra, os habitantes do mundo têm sua atenção chamada para a segurança e a salvação. Porque há ocasiões desesperadoras em que se requer algo catastrófico para servir de advertência de uma impendente e maior destruição.

Uma advertência

“O que você quer dizer com tudo isso?”, talvez o leitor pergunte. Você acredita que aqueles seqüestradores estavam numa espécie de missão divina; que o Deus Todo-Poderoso os enviou para executar juízo contra os Estados Unidos? Absolutamente não!

Somente uma mente deturpada buscaria atribuir a causa dessa tragédia ao amorável Deus e Pai da humanidade. Jesus estava absolutamente certo quando asseverou: “Um inimigo fez isso.” (Mateus 13:28.) Não um inimigo de além-mar, porém um inimigo maligno e sinistro vindo desde as remotas eras do tempo. Um arcanjo decaído conhecido pelos nomes de Lúcifer, Satanás, a antiga serpente chamada o diabo. Após todos esses meses vamos dar crédito a quem ele é devido. Nas palavras do poderoso livro do Apocalipse: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.” (Apocalipse 12:12.)

Há muito que o diabo sabe que seu tempo é curto, que é um breve traço de loucura sobre a tela do radar da eternidade. E desde o início, no intocado e imperturbado Jardim do Éden, esse arcanjo maligno e corrompido está em guerra não somente contra o Céu, mas também contra a Terra. Você e eu, as cidades de Nova Iorque e Washington D.C., e o mundo inteiro, somos suas vítimas! Tanto os políticos quanto os militares e a imprensa estão certos: Estamos em guerra!

Uma guerra cósmica

Para o cristão, porém, fica claro que não se trata de uma guerra contra os árabes, o Islã, o Afeganistão, os estrangeiros ou mesmo os terroristas. Nós, habitantes da Terra, vemo-nos envolvidos numa guerra sangrenta, em meio ao fogo cruzado de um combate cósmico cujas espantosas dimensões são verdadeiramente universais: “Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra e, com ele, os seus anjos.” (Apocalipse 12:7-9.).

Em 11 de setembro de 2001, o diabo e seus anjos novamente declararam guerra contra todos nós! Estamos numa guerra, num conflito cósmico pela aliança e lealdade de todos os moradores da Terra.

Então, onde estava Deus quando precisamos dEle em 11 de setembro? No mesmo lugar onde esteve naquela fatídica sexta-feira, envolto pelas trevas do Calvário, ao lado de Seu solitário e moribundo Filho. Ele estava envolvido por trevas sufocantes, assim como os milhares que pereceram em 11 de setembro. A diferença é que esses não morreram sozinhos. Pois a seu lado o mesmo Pai de coração partido no Calvário permanecia envolto pela poeira e explosões dos diabólicos ataques. O Calvário nos garante que Deus sempre está ao lado das vítimas.

Tão comprometido está Deus com nossa humana liberdade de escolha, que permite que as opções dos homens, nesse caso, a livre escolha de um pequeno bando de perversos, se desenvolva às vezes (como aconteceu) até o cumprimento de seus destrutivos e trágicos desígnios. Logicamente, Deus poderia fazer de todo ser humano um robô inexoravelmente programado para Lhe obedecer as ordens. Mas os autômatos não podem devotar-Lhe amor. E o coração do Amor Infinito tem sede de amor em retorno.

Assim, Ele nos deve conceder não só o direito de dizer-Lhe sim, mas também o de dizer-Lhe não.

Conseqüentemente, em 11 de setembro, uma gangue de terroristas disse não a Ele. Meses depois os Estados Unidos ainda sofrem e lamentam, assim como Deus o Pai lamentou ao lado da cruz de Seu moribundo Filho, a quem Ele próprio fez perecer para assegurar o direito de todo coração humano dizer sim a seu Salvador e não ao diabólico terrorista Lúcifer.

Não lancemos a culpa pela trágica terça-feira de setembro aos pés do Deus da Sexta-Feira Santa. Pois esses pés ainda hoje trazem as marcas dos cravos; os mesmos pés que caminharam para fora da sepultura ao terceiro dia, dando desse modo a Deus o direito de ter a última palavra. E Ele a terá! Pelos habitantes sofredores da Terra, Deus ainda terá a última palavra, mais cedo talvez do que imaginávamos antes de 11 de setembro. O retorno do Vitorioso do Calvário, a segunda vinda de Jesus Cristo, pode estar mais próximo agora do que jamais nos demos conta antes!

Retornemos por um momento mais às palavras de Isaías. A versão bíblica New Living Translation conclui Isaías 26:9 deste modo: “Pois somente quando os Teus juízos estão na Terra o povo se volverá da iniqüidade para fazer o que é certo”. Porque vêm tempos desesperantes quando se faz necessário algo catastrófico para chamar nossa atenção e advertir- nos da destruição maior que se avizinha, assim como aconteceu com os aldeões chineses naquele vale.

Poderia ocorrer conosco — e não estou pensando como norte-americano agora, mas a respeito de você e de mim — que também nos divertimos e estudamos e trabalhamos inteiramente alheios ao desastre iminente que está para sobrevir à Terra? Será que no distante horizonte há um impendente cataclismo se aproximando, o qual haverá de destruir toda a Terra; uma catástrofe que se avizinha e que hoje só pode ser vista por Alguém que, de Suas divinas alturas, observa e conhece todas as coisas? Poderia ocorrer então que, acima do ruído e estrondo dessa terrível calamidade, já ouvimos a voz dAquele que clama e pleiteia desesperadamente conosco, buscando chamar nossa atenção e despertar-nos de nosso estupor e alheamento, procurando advertir-nos que o fim se aproxima? Alguém que essencialmente teve de queimar Sua própria casa a fim de atrair-nos a atenção?

Seria o caso de que Aquele que não deseja que ninguém pereça (ver II Pedro 3:9), também não esteja disposto a deixar essa loucura prosseguir até que todos hajam perecido? Poderia dar-se que as casas que queimam ao lado da montanha global não sejam senão um desesperado clamor dAquele que nos está advertindo apaixonadamente, para fugirmos da destruição vindoura?

O chamado de Deus

Deus nos está chamando. Por todo o tempo a metáfora operativa tem sido de que nós clamamos a Ele em desespero. Todavia, será que desta vez, em desespero, Ele nos está a chamar? Porque talvez — poderia ser? — a despercebida onda catastrófica esteja mais perto agora do que jamais imaginamos antes!

“Com minha alma suspiro de noite por Ti, e com o meu espírito dentro em mim, eu Te procuro diligentemente; porque quando os Teus juízos reinam na Terra, os moradores do mundo aprendem a justiça.” (Isaías 26:9.).

Não admira que Deus clame com as mesmas palavras que usa mais adiante no livro do mesmo profeta: “Olhai para Mim, e sede salvos, vós, todos os termos da Terra; porque Eu Sou Deus, e não há outro.” (Isaías 45:22.) Acima da cacofonia de sua frenética vida e atividades acadêmicas, está você também ouvindo o clamor que Deus lhe dirige? “Olhai para Mim, e sede salvos!” Está?

Um de nossos estudantes da Universidade Andrews, onde atuo como pastor, está em Jerusalém num programa de estudos com um ano de duração. No dia seguinte à tragédia de 11 de setembro, ele passou um e-mail a seus pais, na minha paróquia, os quais o partilharam posteriormente comigo. Em seu email, Isaac Oliver descrevia o sombrio clima em Jerusalém: “Hoje na classe cantamos ‘Que venha a paz sobre nós’.

O professor disse que quando problemas como esses ocorrem por aqui, eles dizem: ‘Que venha o Messias’ — porque quando Ele vier haverá paz.” O professor está certo. Mas Isaac conclui seu e-mail lembrando de uma turnê pelo Pentágono que ele, sua mãe e alguns amigos fizeram no verão passado, antes do ataque de 11 de setembro. Ele lembrou como sua mãe estava preocupada com a segurança daquele imenso complexo militar, mesmo sendo o Pentágono. Quando ela perguntou ao guia quão seguro o Pentágono realmente era, o oficial virou-se e com um sorriso disse: “Minha senhora, saiba que está no lugar mais seguro do mundo!” Enfim, àquelas alturas, quem poderia saber?

O buraco aberto em 11 de setembro num dos lados do Pentágono é uma sombria lembrança de que, de fato, o lugar mais seguro do mundo não é, em absoluto, um local. É uma Pessoa. “Olhai para Mim, e sede salvos, todos os termos da Terra!” Aquele que proferiu essas palavras em breve estará voltando. O que significa que se jamais houve um tempo certo para olhar para Ele… certamente esse tempo é agora. Não concorda?

E então, você o fará?

Dwight K. Nelson (D.Min. pela Andrews University) é o pastor titular da Igreja Pioneer Memorial, no campus da Andrews University, Berrien Springs, Michigan, EUA.

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Onde Deus Está Quando as Tragédias Acontecem?

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Tragédias! Elas são indescritíveis. Não têm hora para chegar, não pedem licença e interrompem os sonhos, no início ou na melhor parte deles. Elas não têm a cortesia de esperá-los terminarem.

A tragédia, em geral, parece acontecer só com as outras pessoas. Mas quando ocorre conosco, uma pergunta insistente paira no ar: por quê? Onde Deus está quando a tragédia ataca? Ele sabe onde estamos e o que está acontecendo conosco? Ele vê quando estamos sofrendo? Realmente se importa? Se sim, por que não vem nos socorrer?

Jamais entenderemos os problemas; jamais compreenderemos todas as desgraças, enquanto não buscarmos desvendar o que se passa por trás de tudo isso. Não há meio de entendermos o sofrimento, enquanto não entendermos a Deus.

Precisamos, realmente, compreender o dilema divino. Deus não queria brinquedos para manipular e controlar. Ele não criou robôs. O Criador não tencionou formar pessoas movidas a bateria. Ele queria gente de verdade a quem pudesse amar e por quem pudesse ser amado. Deus queria que os homens fossem livres para escolher. “Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor.” Josué 24:15. Essa foi a liberdade de escolha que Deus deu aos anjos e a todos os seres criados. Quando fez isso, Ele correu um tremendo risco: alguém, em algum lugar, poderia escolher se rebelar. E foi exatamente isso o que aconteceu.

O profeta Isaías escreveu a esse respeito: “Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações! Você, que dizia no seu coração: Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembléia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo.” Isaías 14:12 a 14. Lúcifer era o filho da alva! Era o anjo mais elevado do Céu, aquele que ficava junto ao trono! Mas ele ficou orgulhoso e quis ocupar o lugar de Deus!

IncendioAprendemos mais sobre esse assunto no livro do profeta Ezequiel: “Você foi ungido como um querubim guardião, pois para isso eu o designei. Você estava no monte santo de Deus e caminhava entre as pedras fulgurantes. Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você. Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. Por isso eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo para os reis.” Ezequiel 28:14, 15 e 17. Que lindo anjo Lúcifer deve ter sido! Mas o coração dele se exaltou por causa da sua beleza. Ele corrompeu sua sabedoria por causa de seu resplendor.

Há pessoas que dizem que Deus é o responsável pelo mal, por ter criado Lúcifer. Afirmam que Deus criou o diabo. Mas isso não é realmente verdade. O que a Bíblia nos revela é que “o anjo de luz” era perfeito nos seus caminhos desde o dia em que foi criado. E o Criador deu-lhe o poder e a liberdade de escolha da mesma maneira como faz conosco.

Ao exercer sua liberdade de escolha, Lúcifer transformou-se em alguém mau. Diante disso, o que Deus faria? Observe o dilema divino: Deus poderia impedir a rebelião do anjo caído, deixando de criar pessoas. Ele poderia preencher o Universo com sóis, galáxias e planetas, deixando-os desabitados. No entanto, Deus preferiu criar as pessoas porque só elas podem amar.

Não há meio de entendermos o sofrimento, enquanto não entendermos a Deus.

Depois da rebelião de Lúcifer, a harmonia do Universo acabou, mas ainda restaram várias opções. Deus poderia ter optado forçar Seus súditos ou poderia descartá-los, jogando-os fora, como se faz com brinquedos quebrados. Caso Ele tivesse agido dessa maneira, não seria compreendido. O Pai provaria apenas que, de fato, queria robôs e não pessoas que pudessem exercer a liberdade de escolha. Deus poderia explicar as razões pelas quais expulsou os anjos rebeldes do Céu; mas explicar a natureza do pecado estaria além da compreensão de seres que nunca tinham presenciado o pecado.

Talvez, Deus pudesse simplesmente ignorar a rebelião, mas se tivesse agido assim, o resultado seria o caos, já que ela poderia se alastrar e o Universo inteiro cairia. Só havia uma maneira segura de lidar com a rebelião: permitir que o pecado demonstrasse seu verdadeiro caráter. E isso levaria muito tempo. Implicaria em milhares de anos de sofrimento, guerras, catástrofes, inveja, ódio e violência, tudo isso causado pelo anjo rebelde. Seria necessário tempo suficiente para que seres humanos, anjos e habitantes de outros mundos vissem a verdadeira face do pecado. Deus, então, poderia finalmente destruir o pecado sem nenhuma voz de reprovação.

A segurança do Universo exige que o pecado seja destruído, um dia. Mas Deus não tomará essa decisão extrema se não tiver a aprovação de todos os seres inteligentes. No entanto, a rebelião demandou uma ação imediata da parte de Deus. E o resultado foi uma guerra no Céu. “Houve então uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar nos céus. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra.” Apocalipse 12:7 a 9.

O pecado será destruído, um dia. A segurança do Universo exige isso.

A rebelião de Lúcifer havia trazido uma assustadora nota de discórdia à harmonia celeste.  Uma decisão deveria ser tomada, pois a ameaça dessa desarmonia se espalhar pelo Universo era real. Por isso, Miguel e Seus anjos lutaram contra o dragão (antes Lúcifer, agora Satanás) e seus anjos. O diabo e seus adeptos foram derrotados e, finalmente, expulsos do Céu.

A despeito de saber o risco que o nosso planeta correria, o plano da Criação seria mantido. Os seres humanos também seriam criados com liberdade de escolha. E quando o plano da criação deste mundo foi executado, Deus estava tranqüilo porque sabia exatamente o que fazer caso Adão e Eva participassem da rebelião proposta por Satanás. Deus enfrentaria seu inimigo não com força nem com armas, mas com uma cruz. A Trindade havia concordado que se os seres humanos se juntassem à conspiração, Deus, o Filho (a segunda pessoa da Trindade) viria à Terra para morrer em lugar do homem. Deus já possuía o Calvário em Seu coração porque Ele salvaria toda a humanidade com o “Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo.” Apocalipse 13:8.

Que declaração! Ela nos conta uma tremenda história. O Cordeiro (Jesus) estava pronto para morrer desde a fundação do mundo. Essa seria a arma com a qual Deus combateria o pecado: o Cordeiro morto numa cruz. E, com essa arma, Ele seria vencedor. E agora, Satanás abandonaria sua guerra contra Deus? Não!

Ainda assim, é impossível entender as tragédias se não atentarmos para esse conflito cósmico que está em andamento. O sofrimento será sempre um mistério até que compreendamos o que está acontecendo nos bastidores. Temos a tendência de creditarmos a nós mesmos todos os sucessos e as coisas boas da vida e de culparmos a Deus por todas as desgraças e tragédias.

A Bíblia nos relata a interessante experiência de Jó. Ao lê-la, conhecemos os participantes que estão por trás das cenas da vida. Somos informados que ocorreu uma conversa entre Deus e Satanás. O Senhor conhecia a lealdade de Seu servo, mas Satanás, por sua vez, declarou que Jó servia a Deus somente porque era favorecido. Sendo assim, permitiu que Satanás fizesse o que bem entendesse, desde que não tocasse na saúde dele. “Mas estende a tua mão e fere tudo o que ele tem, e com certeza ele te amaldiçoará na tua face. O Senhor disse a Satanás: Pois bem, tudo o que ele possui está nas suas mãos; apenas não toque nele. Então Satanás saiu da presença do Senhor.” Jó 1:11 e 12.

1189370_cemeteryApesar de tudo o que lhe sobreveio, Jó manteve sua total confiança em Deus. Então, Satanás disse que se pudesse atingir a saúde dele, sua lealdade vacilaria. Deus permitiu que o diabo prosseguisse, desde que poupasse a vida do seu servo. “Estende a tua mão e fere a sua carne e os seus ossos, e com certeza ele te amaldiçoará na tua face. O Senhor disse a Satanás: Pois bem, ele está nas suas mãos; apenas poupe a vida dele. Saiu, pois, Satanás da presença do Senhor e afligiu Jó com feridas terríveis, da sola dos pés ao alto da cabeça.” Jó 2:5-7. As chagas vieram… E como doíam! Os que se diziam amigos de Jó, sentaram-se e olharam para ele durante sete dias sem dizer uma só palavra.  Quando abriram a boca, disseram que ele deveria ser um terrível pecador para merecer tamanho castigo. Que tortura! Aqueles homens pensaram que Deus estava provocando tudo aquilo, afinal de contas, para eles, Deus era  o responsável. Muitas pessoas ficam confusas nesse ponto, mas é Satanás quem se delicia em sair e levar sofrimento e desgraça aos seres humanos.

É impossível entender as tragédias se não atentarmos para esse conflito cósmico que está em andamento.

A exemplo do que fez no passado, Jesus gostaria de andar pelos caminhos e vilas, pelos hospitais e clínicas e não deixar nenhum doente. Ele gostaria de mandar para casa cada paciente perfeitamente curado, impedir que os carros colidissem, evitar que os aviões caíssem, que os acidentes ocorressem e que os terremotos, as inundações e os incêndios não acontecessem. Mas se Deus realmente gostaria que todas essas coisas não acontecessem, por que não o faz? Por que Ele não se apresenta e acaba com o sofrimento? Seu poder estaria faltando? Deus não pode fazer alguma coisa pelos nossos problemas além de expressar Sua simpatia?

Não seria justo mencionar falta de poder para Aquele que falou e tudo se fez. Seria, então, ausência de amor? Mas, se fosse falta de amor, Deus não entregaria Seu Filho para morrer em nosso lugar. Então, qual é o problema? Se Ele é poderoso o suficiente e ama o bastante, por que deixa todas as tragédias acontecerem?

É Satanás quem se delicia em sair e levar sofrimento e desgraça aos seres humanos.

Deus age assim porque é sábio. Se fosse enfrentar a rebelião da maneira como queremos, isso faria somente com que ela se alastrasse ainda mais. Se Ele fizesse o que gostaria, se curasse toda doença e impedisse todas as armas de dispararem e todos os acidentes de acontecerem, se fizesse o possível para tornar a vida mais suave para nós, jamais entenderíamos o quanto o pecado é cruel, impiedoso e mortífero. No entanto, o maior de todos os mistérios é a razão pela qual o inocente deve sofrer com o culpado.

Se o Senhor protegesse e curasse Seus filhos e respondesse a todas as orações como gostaria de fazer, deixando a tragédia cair somente sobre aqueles que rejeitam Sua graça, Satanás O acusaria de ser injusto. E mais: ele afirmaria que servimos a Deus por causa de Seus favores especiais.A discussão entre Deus e Satanás não terminou. E até que termine, muitas coisas ruins acontecerão a todos.

É impossível compreender as lágrimas e o sofrimento a não ser que entendamos o conflito que está caminhando rumo à solução final. É um conflito a ser decidido entre Deus e Satanás, entre o bem e o mal. Você e eu estamos envolvidos nessa questão. Anjos do bem e do mal estão disputando por nossa lealdade. Se nossos olhos se abrissem para o mundo invisível, veríamos como essas batalhas são ferozes.

Um dia, muito breve, Deus explicará os estranhos mistérios da vida. E nós entenderemos e aprovaremos o modo como Ele conduziu as coisas.

É impossível compreender as lágrimas e o sofrimento a não ser que entendamos o conflito que está caminhando rumo à solução final.

VERIFIQUE SEU APRENDIZADO

1. Deus seria justo se protegesse e cuidasse somente daqueles que O servem.

(   ) Certo          (   ) Errado

2. Antes de Adão e Eva pecarem, Deus já havia decidido que Jesus viria a este mundo para morrer no lugar do ser humano.

(   ) Certo          (   ) Errado

3. O principal responsável pelo sofrimento é:

a (   ) Satanás

b (   ) Deus

c (   ) o pecado

4. Marque V ou F, quando a afirmação for verdadeira ou falsa:

a (   ) Não há meio de entendermos o sofrimento, enquanto não entendermos a Deus e Seu plano de salvação.

b (   ) O pecado acaba quando morremos.

c (   ) Jesus estava pronto para morrer desde a criação do mundo.

d (   ) Ao criar o homem, Deus pensou em gente de verdade a quem pudesse amar e por quem pudesse ser amado.

Meu compromisso:

Decido confiar em Deus, a despeito de todo o sofrimento, pela certeza de que Ele conduz as coisas pensando em me salvar.

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Alma e espírito

Os significados das palavras “alma” e “espírito” na Bíblia

Algumas informações etimológicas[1]

As palavras “alma” e “espírito” nas Escrituras provêm de palavras hebraicas e gregas, línguas em que a Bíblia foi escrita. Vejamos:

Alma – No Antigo Testamento, vem do hebraico vpn (nephesh). Ocorre aproximadamente 755 vezes, sendo traduzida de diferentes formas, dependendo do contexto. No Novo Testamento, a palavra grega é quch (psychê) e ocorre aproximadamente 105 vezes.

Espírito – No Velho Testamento são usadas as palavras Mwr (ruach) e hmvn (neshamah). Aparece 377 vezes. No Novo Testamento, a palavra grega para espírito é pneuma (pneuma) e aparece 220 vezes[2].

Como essas palavras são traduzidas

São explanadas de diversas formas nas Escrituras. Eis alguns exemplos:

  • Alma é traduzida como: vida (Gênesis 9:4,5; 35:18; Salmo 31:13), pessoa (Gênesis 14:21; Deuteronômio 10:22; Atos 27:37), cadáver (Números 9:6); apetite (Ec 6:7) coração (Êxodo 23:9) ser vivente (Apocalipse 16:3) pronomes pessoais (Salmo 3:2; Mateus 26:38)

A palavra “alma” aparece na Bíblia aproximadamente 1600 vezes e em nenhum caso refere-se a uma entidade imaterial com imortalidade e que sobreviva fora do corpo.

  • Espírito pode ser traduzido como: vento (respiração – Gênesis 8:1), espírito (no sentido de alento, ânimo – Juízes 15:19), atitude ou estado de espírito (Romanos 8:15; 1 Coríntios 4:21), sopro ou hálito de Deus (2 Tessalonicenses 2:8) consciência individual (1 Coríntios 2:11, primeira parte).

O termo também é usado para se referir a seres pessoais: anjos e demônios (Hebreus 1:14; 1 Timóteo 4:1; a Cristo (1 Coríntios 3:17[3]) a Divina natureza de Cristo (Romanos 1:4), à Terceira Pessoa da Trindade (Romanos 8:9-11; 1 Coríntios 2:8-12[4]); a Deus Pai (João 4:24) e a pessoas vivas (Hebreus 12:22, 23).

Por que existem tantos sentidos para as palavras “alma e espírito”? As línguas bíblicas não possuem um considerável número de verbetes. O hebraico, por exemplo, não possui vogais, preposições, ou conjunções. Esta escassez de palavras faz com que um termo seja traduzido de diferentes formas.

Como comparação, vejamos a língua portuguesa. Mesmo sendo rica em letras e verbetes, enfrenta certas dificuldades. A palavra “manga” tem mais de 1 sentido: refere-se à manga de um casaco e a uma fruta. Se a nossa língua, com seus muitos verbetes, tem palavras com vários sentidos, imagine o alfabeto hebraico!

Apesar das diversas traduções, é importantíssimo sabermos que o conceito básico de “espírito” e “alma” encontrados no texto de Gênesis 2:7, onde é mencionado o processo utilizado por Deus na criação do homem:

“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida (neshamah), e o homem passou a ser alma (nephesh) vivente”.

Deus formou ao homem de dois elementos: pó da terra e fôlego de vida. De acordo com o original, este texto seria da seguinte forma: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o espírito de vida (fôlego de vida), e o homem passou a ser uma pessoa vivente”. Isso significa que no conceito Bíblico:

  • O principal significado de “espírito” (mesmo podendo ser traduzido de várias maneiras) é fôlego de vida;
  • “Alma” é a união do corpo com o fôlego de vida, ou seja, a pessoa como um todo. Uma pessoa viva. Veja Deuteronômio 10:22: “Com setenta almas [pessoas], teus pais desceram ao Egito; e, agora, o SENHOR, teu Deus, te pôs como as estrelas dos céus em multidão.”

Uma breve ilustração

Digamos que você tenha uma lâmpada e não tenha a eletricidade. Teria a luz? Certamente não. Agora, suponhamos que você tenha a eletricidade, mas não tenha a lâmpada. Haveria luz? Também não.

Para haver a luz, é necessário haver a lâmpada e a eletricidade. Apenas um desses itens não basta.

O mesmo se dá em relação à vida! Para existirmos temos de ter o corpo e o espírito (fôlego de Deus). Do contrário não temos vida; deixamos de existir e dormimos o sono da morte. O próprio Cristo, o “Autor da Vida” (Atos 3:15) comparou a morte a um sono:

“Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.  Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono.  Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu”. João 11:11-14.

Com essa comparação, Cristo confirmou o que disse Salomão a respeito do estado do ser humano na morte:

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento.  Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”. Eclesiastes 9:5-6.

O estado do ser humano na morte

Na Bíblia, a morte é comparada a um sono (sem sonhos) aproximadamente 53 vezes, indicando assim o estado de inconsciência dos mortos até a volta de Jesus (ler Salmo 6:5; 13:3; 88:10-12; 115:17; Isaías 38:18-19; Eclesiastes 9:5-6 e 10; 1 Tessalonicenses 4:13-16).

“A Bíblia não apóia em absoluto a doutrina popular de que os mortos permanecem conscientes até a ressurreição. Pelo contrário, enfaticamente refuta tal ensinamento (Sl 115:17; Ec 9:5). Emprega-se comumente o verbo dormir como símbolo da morte (Dt 31:16; 2 Sm 7:12; I Rs 11:43; Jó 14:12 ; Dn 12:2; Jo 11:11,12; I Co 15:51; I Ts 4:13-17; etc). A declaração de Jesus, que consolava a seus discípulos com a idéia de que eles voltariam a estar com ele na ocasião de sua segunda vinda e não na morte, ensina claramente que o “sono” não é uma comunicação consciente dos justos com o Senhor (João 14:1-3). Do mesmo modo, Paulo explicou que ao produzir-se o segundo advento, todos os justos que então estão vivos e os mortos que ressuscitarão neste momento se unirão simultaneamente com Cristo, sem que os vivos precedam os mortos (1 Ts 4:16,17)”[5] .

Se a morte fosse um começo de uma nova existência, não poderia ser chamada pelas Escrituras de nossa “inimiga” (1 Coríntios 15:26); teria de ser chamada de amiga, pois estaria nos ajudando a ir para o paraíso…

Só Deus é imortal em Sua essência

De acordo com as Escrituras, o único que possui a imortalidade é Deus: “a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores;  o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!” 1 Timóteo 6:15-16.

Para que o homem fosse eterno, teria de obedecer a Deus e assim teria livre acesso à árvore da vida, que perpetua a existência. Como o ser humano pecou e Deus o expulsou do Éden para que não fosse um pecador imortal, Adão e Eva não comeram mais da árvore da vida, tornando-se assim mortais. (Leia Gênesis 3:22-24; Isaías 51:12). E essa mortalidade herdamos deles (Romanos 5:12 e 6:23).

Se já fôssemos imortais não haveria necessidade de Adão ter comido da árvore da vida, e, nós, de a comermos no Céu. (ler Gênesis 2:16, 17; 3:23, 24 e Apocalipse 22:2). Como seríamos imortais sendo que Deus privou o homem de comer da árvore da vida? (Gênesis 3:22 e 24). O ser humano foi criado com a imortalidade, mas ela era “condicional” à obediência a Deus.

Quando Jesus voltar e nos levar com Ele comeremos da árvore da vida para sermos imortais:

“No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos”. Apocalipse 22:2.

“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas”. Apocalipse 22:14.

“e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”. Apocalipse 22:19.

Para pensar

  • Se já tivéssemos uma alma ou espírito imortal, não haveria necessidade de comermos da árvore da vida;
  • Se o espírito ou alma já estivessem no Céu ou em algum lugar intermediário (vivendo de um modo imaterial), por que Jesus iria vir nos buscar? Não haveria necessidade se já estivéssemos lá em cima.

A doutrina da ressurreição é uma prova de que a pessoa ainda não recebeu a recompensa eterna, pois, se Jesus vem nos ressuscitar a pessoa para levar ao Céu, é sinal de que ela ainda não está lá. Foi por isso que Paulo sempre acreditou que a recompensa dela era no futuro, na volta de Jesus: “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” 2 Timóteo 4:8.

E não devemos esquecer que as pessoas que já foram arrebatadas ao Paraíso (Enoque, Moisés e Elias) foram com o corpo, em vida e não por ocasião da morte (Moisés foi ressuscitado antes de ir ao céu – ver Judas 1:9). Isto é uma prova indiscutível de que o ser humano, ao ir para o Céu, irá também com o corpo e não “em espírito”, como ensina a doutrina espírita.

A origem da doutrina da imortalidade da alma – breve resumo

Em Gênesis 3:4 encontramos o primeiro “médium” que existiu no mundo: uma serpente que serviu de “canal” para que o diabo falasse por meio dela e enganasse Eva. Foi satanás quem disse que, mesmo sendo uma pecadora, Eva não morreria: “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.” Algo totalmente oposto ao que Deus havia dito em Gênesis 2:16, 17.

Portanto, o criador da doutrina da imortalidade natural da alma foi o diabo. Depois, ele usou recursos humanos para difundir essa teoria até os nossos dias, como disse um influente pastor Presbiteriano:

“A doutrina da imortalidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho…”[6]

Na seqüência histórica surgiu Allan Kardec que, por meio de sua “mediunidade” e escritos incentivou muitos a estudarem o espiritismo, que se tornou bem aceito. Hoje, conta com milhares de adeptos ao redor do mundo, especialmente no Brasil.

Questões Bíblicas para análise:

1) Se a pessoa ao morrer fosse para o céu, o inferno ou um lugar intermediário entre os dois, que necessidade haveria de Jesus voltar e ressuscitar, se nosso ente querido já estivesse num desses lugares? (lembre-se: os filhos de Cristo, ressuscitarão na volta dEle! Ler 1 Coríntios 15:23). É ilógico Jesus enviar-nos do céu “em espírito” à sepultura para depois ter de nos ressuscitar. Como harmonizar a doutrina da ressurreição com a doutrina imortalista?

2) Como crer que ao morrermos vamos para o Céu se em Hebreus 11:39 e 40 os heróis da fé ainda não obtiveram a concretização da promessa, pois Deus não quer que sem nós eles sejam aperfeiçoados? (Lembremos de 1 Coríntios 15:20);

3) Como crer na doutrina da imortalidade da alma sendo que a eternidade do homem era condicional à obediência a Deus, e, por desobedecerem, Adão e Eva foram privados da árvore da vida para que não se tornassem imortais como Deus? Nós não comemos da árvore da vida… (Gênesis 3:22-23). Outra questão: Por que iremos comer da árvore da vida no céu se nosso “espírito” já é imortal? (Apocalipse 22:2);

4) Se somos imortais, por que devemos ainda “buscar a imortalidade e a incorruptibilidade”? (Romanos 2:7). Se devemos buscar, é porque não a temos;

5) Por que Jesus diz ser a morte um sono? (João 11:11-14). Se temos uma “alma” ou “espírito” imortal, por que Jesus disse, após Sua ressurreição, que durante a morte “ainda não tinha subido para o Pai?” (João 20:17).

6) Como harmonizar a doutrina da imortalidade da alma com o texto de Mateus 16:27, no qual diz que “a recompensa será dada quando Jesus voltar”? Se estivessem os mortos no Céu, no inferno ou num lugar intermediário, já teriam recebido a recompensa antes mesmo do juízo final! Tal doutrina (vida após a morte) não se harmoniza com a doutrina do Juízo, que está no futuro (Atos 17:31).

7) Jesus disse em João 11:25: “… Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; (João 11:25 grifo meu); Ele não disse: “… ainda que morra, vive…”. “Ao contrário, Ele declarou, que no futuro trará da sepultura aqueles que morreram nEle. Veja João 5:28 e 29”[7].

Quando receberemos a imortalidade.

Em João 5:24 o Senhor diz que ao cremos nEle, temos a imortalidade garantida. Mas isto não significa que hoje tenhamos recebido a imortalidade . Isto fica claro nos seguintes textos, onde se afirma que a receberemos quando Jesus voltar e ressuscitar os justos :“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” João 11:25. “E serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos”. Lucas 14:14. “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:40.

Outros versos:

“Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados”. Hebreus 11:39-40. “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda”. 1 Coríntios 15:23. “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.  Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.  Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.  Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;  depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”. 1 Tessalonicenses 4:13-17.

Neste texto da carta de Paulo aos Tessalonicenses podemos ver a seqüência correta dos eventos antes de recebermos a imortalidade que já nos está assegurada em Cristo:

1o: Vinda de Jesus;

2o: Ressurreição dos mortos;

3o: Transformação dos vivos;

4o: Arrebatamento dos vivos juntamente com os mortos ressuscitados, indicando assim que iremos para o Céu todos juntos; os mortos não vão primeiro após a morte;

5o: Encontro com o Senhor nos ares;

6o: Vida eterna ao lado de Cristo.

Em 1 Coríntios 15 também podemos observar esta seqüência em detalhes:

“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,  num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis,e nós seremos transformados.

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A Alma é imortal?

De acordo com a Bíblia, a “alma” só existe enquanto o ser humano está vivo. Isso mesmo: “alma” não é uma entidade consciente que pode ser separada do corpo, mas o próprio corpo vivo. Para entendermos o conceito de “alma”, não deveríamos recorrer à filosofia grega[1], mas à origem de vida como foi descrita por Deus em Gênesis 2:7: “Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”

Perceba que Deus reuniu duas coisas: pó da terra e fôlego de vida (que vem de Deus). Com Seu poder cria­dor, ordenou que da mistura dessas duas coisas aparecesse o homem vivo, uma alma vivente. Gênesis 2:7 não diz que o ser humano tem, mas que ele é uma alma. Homem vivo e alma vivente é a mesma coisa.

Quando o pó da terra e o fôlego de vida se separam, desaparece a “alma” – a pessoa que era viva passa a se decompor.

Em Eclesiastes 3:19 e 20 lemos que, na morte, tanto os seres humanos quanto os animais vão  para o mesmo lugar, indicando que ninguém, na atualidade, antes do juízo final (Apocalipse 20) vai para “um lugar intermediário”, “Céu” ou inferno: “Porque o que sucede aos filhos dos homens, sucede aos animais; o mesmo lhes sucede. Como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó, e ao pó tornarão.”

No Novo Testamento, Jesus Cristo comparou a morte ao sono, indicando assim que os queridos que estão na sepultura estão dormindo: “Isto dizia, e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu.” João 11:11-14.

No sono, a pessoa perde a noção do tempo e da existência e não sabe nada do que acontece ao seu redor. O mesmo ocorre na morte, segundo a Bíblia: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem de coisa nenhuma… Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol… no além para onde tu vais, não há obra, em projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9:5, 6 e 10.

Há esperança!

Mesmo não havendo consciência depois da morte, ela não é o fim de tudo! A Bíblia ensina que na volta gloriosa de Jesus (1 Coríntios 15:23; Apocalipse 1:7) Ele irá ressuscitar os mortos (1 Tessalonicenses 4:13-18) e trazê-los à vida novamente. Essa é a doutrina da ressurreição, a solução de Deus para a morte: “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos.” Isaías 26:19.

“Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.” Salmo 17:15.

Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? 1 Coríntios 15:51-55.

Apegue-se a essa promessa e, se um dia perdeu um ente querido, conforte-se com a doutrina da volta de Jesus e da ressurreição dos mortos, como orienta 1 Tessalonicenses 4:18: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”

Considerações finais

A morte é um sono, um estado de inconsciência total até a volta de Jesus. Quando o homem morre, diz Jó 14:21: “Os seus filhos recebem honras, e ele o não sabe; são humilhados, e ele o não percebe.” Não existem “almas” vagando por aí[2], em algum lugar do espaço. Quando o homem morre, a alma morre, pois o homem e alma são a mesma coisa. O corpo vai para a sepultura e aí fica aguardando, em inconsciência total, a ressurreição, quando for chamado por Deus.

É bom que seja assim, pois quando o homem ressuscitar, ao chamado de Deus, não saberá quanto tempo ficou na sepultura e terá a impressão de que acabou de morrer e já está vendo o Senhor Jesus Cristo. E, no entanto, pode ter ficado na sepultura um dia, um ano, um século ou milênios.

A idéia de que a alma não morre é ensino de Satanás e foi a primeira mentira pregada pelo diabo: “Então a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.” Gênesis 3:4. A verdade é aquela que Deus disse, em Gênesis 2:17: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Jesus disse que o diabo é mentiro­so e Pai da mentira (João 8:44). A mentira do diabo é a base do espiritismo e de todo ensino que diz que a alma é imortal sem primeiro a pessoa ser ressuscitada!

Se um dia perdeu um ente querido, apegue-se à promessa de Deus e conforte-se com a doutrina da volta de Jesus e da ressurreição dos mortos, como orienta 1 Tessalonicenses 4:18: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”


[1] A crença popular de que a “alma” sai do corpo quando o homem morre e vai para o céu, purgatório ou inferno não tem o apoio da Bíblia. É uma idéia pagã, trazida do Egito e da Babilônia, e introduzida no Ocidente por Platão, o grande filósofo grego. Foi comprada pela Igreja Católica e é ensinada até hoje por quase todas as igrejas cristãs.

[2] As que “parecem ser” são demônios personificados, que imitam as pessoas que morreram para iludir os queridos vivos e que estão sensíveis com a perda. Deus condena qualquer prática espírita por isso. Ver Deuteronômio 18:10-14

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Como Vivem os Mortos

p1

No rádio, tocava “Oceano”, de Djavan. Maurício viajava de São Paulo a Santos, e acabava de entrar no primeiro túnel da Rodovia dos Imigrantes. Foi quando sentiu um calafrio e ouviu:

- Ai! Gosto tanto desta música!

- Tia, o que a senhora está fazendo aqui? – disse Maurício, reconhecendo a voz.

- Ué?! Estou indo para a praia! – respondeu a tia, com naturalidade.

- Mas a senhora não pode! Está morta faz uma semana![1]

Tente acertar. De onde este texto foi extraído?

a)      (   ) De um livro de auto-ajuda;

b)      (   ) De um livro de Chico Xavier;

c)      (   ) De uma revista que trata de assuntos científicos;

d)      (   ) Da “Revista dos Espíritos”.

Se você assinalou a alternativa “c”, acertou!

O assunto da vida após a morte não é novidade, certo? Hoje em dia, ele é tão explorado que virou tema de novelas, filmes, jornais, conversas em bares e, por que não dizer, revistas com conteúdo “científico”? Existe um verdadeiro mutirão para tentar provar que existe algo dentro do ser humano que continua vivo quando ele morre. Aliás, isso é aceito por quase todas as pessoas, pois a maior parte das religiões, de uma maneira ou de outra, crê na existência da vida além do túmulo.

O Que é Morrer?

Segundo o dicionário Aurélio, “morrer” é “perder a vida; perecer”; e “perecer” é “deixar de existir; ter fim”. Curiosamente, para o Aurélio, morte é o fim da vida, é o desintegrar do corpo, o contrário da criação e da formação da vida. O interessante é que o primeiro passo nos leva ao segundo, ou seja, se a morte é o contrário da formação da vida, o certo é buscarmos na Bíblia o relato de como o homem foi formado. O que as Escrituras dizem sobre o assunto?

Está escrito que “formou o Senhor Deus o homem do PÓ DA TERRA, e soprou em suas narinas o FÔLEGO DE VIDA e o homem passou a ser ALMA VIVENTE.” Gênesis 2:7 – RA (Grifo acrescentado). Este termo “fôlego de vida” vem do original hebraico “nephesh”, que no grego é “pneuma” e significa o “sopro”, a “respiração”. Tais palavras são também, muitas vezes, traduzidas como “espírito”, tendo como principal significado “vento”. Em nenhuma dessas línguas originais o termo se refere a algo imaterial que continua vivo fora do corpo, ou que tem vida em si mesmo.

Deus formou o homem do PÓ DA TERRA (fez o corpo) e SOPROU em suas narinas o FÔLEGO DE VIDA (deu a respiração), e o homem passou a ser ALMA VIVENTE.

Compare as duas colunas abaixo:
1+2 = 3 ? SIM CORPO + ESPÍRITO = ALMA VIVENTE ? SIM
2 = 3 ? NÃO ESPÍRITO = ALMA VIVENTE ? NÃO
1 = 3 ? NÃO CORPO = ALMA VIVENTE ? NÃO

p4A Bíblia diz que o homem passou a SER uma alma e não que passou a TER uma alma. Se você tem um corpo e respira, você não TEM uma alma – você É uma alma! Para que exista vida, para que você seja um ser vivente, você precisa de Deus, porque o fôlego que existe em você provém dEle.

E aí? Surpreendente? Mas não é só isso!

O Que é “Espírito”?

p2O QUE ACONTECE COM O ESPÍRITO NO MOMENTO EM QUE A PESSOA MORRE? “O pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu.” Eclesiastes 12:7.

Então, você poderia pensar: “Agora sim, as coisas se encaixam! O tal ‘espírito’ que volta para Deus é a entidade que tem vida após a morte!” Neste ponto, você deve lembrar de três aspectos:

a) “Espírito (nephesh ou pneuma)” é o “fôlego de vida”;

b) O que Deus deu foi o “fôlego de vida” (Gênesis 2:7);

c) Os mortos estão inconscientes: “Os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma… porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” Eclesiastes 9:5 e 6 – RA.

Portanto, “espírito” é o mesmo que “fôlego de vida”; e não algo consciente que sobrevive fora do corpo. Deste modo, Eclesiastes 12:7 pode ser traduzido assim: “o pó volte à terra, de onde veio, e o FÔLEGO DE VIDA volte a Deus, que o deu”.

E o Que Acontece Com a Alma?

Compare Gênesis 2:16 e 17 com Ezequiel 18:4 – RA.

“no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” “a alma que pecar, essa morrerá.”

Em Gênesis, Deus diz para Adão e Eva que se eles pecassem, morreriam. Como o salário do pecado para uma pessoa é a morte (Romanos 6:23), em Ezequiel, Ele reafirma que a alma que peca, morre. Para desilusão de muitos, a Bíblia afirma que a alma é mortal. No mesmo instante em que a pessoa morre, foi a alma quem morreu. Por quê? Porque alma é a junção: CORPO + RESPIRAÇÃO, ou seja, A PRÓPRIA PESSOA. Sendo assim, todos nós somos almas viventes!

Pense comigo: Se nós realmente tivéssemos uma alma imortal ou um espírito imortal, na verdade, seríamos imortais, não é mesmo? Mas a Bíblia fala que “o único que é imortal” é Deus (1Timóteo 6:16). Pelo fato de que só Deus tem a imortalidade, dependemos dEle em tudo, “pois NELE vivemos, nos movemos e existimos”. Atos 17:28 (Grifo acrescentado). Este texto é muito sério e importante, pois deixa claro que só haverá vida eterna para quem estiver em Cristo. Mas, se dependemos de Cristo para voltarmos a ter a vida eterna, por que a maioria das pessoas pensa que já possui alma ou espírito imortais?

Em Quem Acreditar? Em Deus ou na Serpente?

Logicamente, Satanás quer nos fazer perder a eternidade. Foi por isso que, depois que Deus disse que a humanidade se tornaria mortal ao pecar, a serpente afirmou: “Certamente não morrerão!” Gênesis 3:4. E quem tinha a razão? Paulo responde: “Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram.” Romanos 5:12. Apesar da verdade divina revelada, o Diabo usa todos os seus meios para enganar quantos ele puder (Mateus 24:24; 2Coríntios 11:3). A primeira mentira, e o atual engano de Satanás é tentar fazer com que acreditemos que somos imortais, porque quem acreditar que é imortal, não sentirá a necessidade de receber a vida eterna do Salvador. Logo, sem Jesus, ninguém se salvaria.

Mas “quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida.” 1João 5:12. Você quer ser imortal? Gostaria que seus queridos também fossem imortais? Existe UMA saída: “Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16. Vida eterna é só pra quem crer em Jesus e O aceitar como Senhor de sua vida (Atos 4:12; Mateus 7:21-27). E se você não conseguir acreditar, faça como o homem desesperado que procurou a Jesus, pedindo: “ajuda-me a vencer a minha incredulidade!” Marcos 9:24.


[1] Revista Super Interessante, Ed. Abril, 03/07, pág. 53.
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Como vivem os Mortos
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Olá, mundo!



“O Jejum É a oraÇÃo do corpo”
Se houve um tempo em que a nossa juventude deve depender completamente de Deus, esse tempo é agora, esse tempo já chegou e com o mesmo os seus tremendos desafios. Satanás nunca esteve tão ativo assediando os nossos jovens como nesses últimos dez anos. Pois, ele sabe ‘que pouco tempo lhe resta’. O Inimigo tem apresentado inúmeras opções maliciosas de entretenimentos e diversões para desencaminhar os nossos jovens dos caminhos de Deus. É imperioso vigiar e orar como nunca antes.

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O Desafio Jovem da dÉcada
Diante desses desafios, creio que os nossos jovens nunca precisaram tanto ser seletivos em relação aquilo que lêem, ouvem e especialmente ao que vêem. Eu estou seguro de que o nosso maior desafio para os próximos dez anos, como igreja adventista; seja como líderes de jovens de um continente ou de uma igreja local, chama-se: Internet e suas múltiplas opções de diversões. Diante desse quadro nos perguntamos: Como podemos ajudar a nossa juventude a ser seletiva no uso das mais diversas mídias?

Jovens de Jejum e OraÇÃo
Somente levando os nossos jovens a terem uma sistemática e profunda comunhão diária com Jesus. Se partirmos do princípio de que religião é relacionamento, então, a Internet é a mais bem sucedida religião de todos os tempos; pois, o jovem brasileiro passa em média de uma a cinco horas por dia na frente do computador, e a média de idade entre a maioria dos internautas está entre 16 e 24 anos de idade, e o grande tema buscado: Entretenimento ou diversão.

 Evidentemente que a saída inteligente para os nossos jovens é o princípio bíblico da seletividade (1 Cor 10:31); então podemos nos perguntar: De onde vêem os critérios para a minha seletividade? Ou ainda, como os nossos jovens poderão ser seletivos em todos os aspectos da vida, e de forma especial no uso das mídias?

A BÍblia – A PaixÃo da GeraÇÃo EsperanÇa

Somente estudando e aplicando de forma prática na vida os princípios da Bíblia sagrada. Eu estou certo de que, somente mantendo comunhão diária com Jesus é que os nossos jovens poderão prepara-se para enfrentar qualquer tipo de desafio real ou virtual; exercitando assim, a sua seletividade cristã.  Pois, não há como proibir os jovens de usar as mídias, até porque há muitas coisas boas no mundo cibernético, e sim, vamos orientá-los. E sim, a que sejam seletivos, essa é a voz de comando. O nosso slogan para os jovens na América do Sul é: ‘É a Bíblia na mão e Jesus no coração’. Onde estão os nossos princípios de seletividade?

Oito PrincÍpios Para O SÁbio Uso das MÍdias
O jovem cristão tem que ser seletivo em tudo nessa vida, por sua vez, em Filipenses 4:8, Paulo apresenta oito princípios de seletividade para o jovem cristão de todos os tempos e de todos os lugares: “… É verdadeiro, é respeitável, é justo, é puro, é amável, é de boa fama, se há alguma virtude, e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento [mente].”   
  
Separemos tempo para Deus, isto é; tempo com Jesus; isso dará ao jovem cristão uma visão criteriosa e crítica do que pode ser ‘degustado’ no cardápio de um jovem adventista cada dia. Na expectativa de termos uma juventude mais próxima de Jesus e mais comprometida com a missão da nossa igreja no continente, estamos desafiando os nossos jovens a que tenham um programa pessoal de oração e jejum.

Os Jovens adventistas tem algo Mais
O momento em que vivemos exige da nossa juventude algo mais, exige uma parcela muito maior de entrega e de sacrifício a Deus. A hora é agora; e se não for conosco, com quem vai ser? E se não for agora, quando será? Vamos esperar ‘morrer’ essa geração no deserto? Claro que não! A nossa juventude tem que ser mais ousada espiritualmente falando. É como diz a música do DVD jovem de 2010; é com jejum e oração.   

A palavra jejum aparece vinte e sete vezes em toda a Bíblia, e em sua grande maioria, está sempre direcionada ou acompanhada com motivos e desafios especiais. Por exemplo, em Ester 4:16 quando é usada a expressão ‘jejuai’, no hebraico a palavra é tsuwm, que quer dizer ‘abster-se de alimento e jejuar’. Já em Mateus 17:21, apalavra para jejum no grego é nesteia, que significa: ‘jejum e abstinência voluntária, ou jejum como exercício religioso’.

SugestÕes Para Um Dia de Jejum Jovem
Apartir de agora passo a enumerar algumas sugestões práticas de como poderemos ter um jejum super abençoado; seja num dia da semana, seja num dia do mês, ou até num dia do ano, buscando assim intensificar a vida espiritual dos nossos jovens, e levando-os a serem mais seletivos e criteriosos no uso das mídias e a serem mais comprometidos com a missão da igreja:

• 1º — EstabeleÇa um motivo especial  para o jejum
Quando olhamos para a literatura bíblica, sempre encontramos motivos especiais para acontecerem os jejuns, eis alguns exemplos:

A - Davi esteve jejuando pela sobrevivência do seu filho com Bate-Seba (2 Sam 12:16);

B – Ester pediu para o seu povo jejuar por ela, pois o mesmo corria risco de vida e também de extermínio (Ester 4:14-17); o jejum uniu Israel por um motivo muito especial – a preservação da nação Israelita.

“Ester e as mulheres associadas a ela, por meio de jejum, oração e ação imediata, enfrentaram a questão, trazendo salvação a seu povo.” Recebereis Poder – MM, 1999, Pág. 270

C – Daniel quando descobriu que o seu povo passaria setenta anos no cativeiro babilônico, fez dessa descoberta motivos especiais de jejum e de oração (Dan 9:1-4).

De acordo com esses três fatos históricos, envolvendo três ilustres personagens do Antigo Testamento, me parece que as crises tendem a nos aproximar mais de Deus. Alguém disse que é nas crises que nós revelamos o nosso caráter. Eu diria também que é nas crises que nós descobrimos as nossas limitações em todos os sentidos. Os nossos desafios sejam eles materiais ou espirituais, sempre nos dão uma oportunidade para estreitarmos o nosso relacionamento com Deus.     

• 2º — FaÇa o seu calendÁrio de jejuns
Como o jejum bíblico é basicamente a abstinência de alimento sólido e as vezes liquido também, é aconselhável, que você se programe para tal realização, pois, o seu corpo vai ser privado de uma rotina diária de alimentação sólida e liquida. Procure se ‘programar’ mentalmente, afinal de contas serão algumas horas sem alimento. Nesse dia o seu ‘alimento’ será a busca por Deus. Para os países e regiões muito quentes, não é aconselhável excluir o liquido do jejum.

Há pelos menos três longos jejuns na Bíblia, que eu os chamaria de jejuns excepcionais. Moisés fez um jejum de quarenta dias e quarenta noites, quando esteve no monte Sinai para receber as tábuas da santa lei de Deus, (Deut 9:9). Outro exemplo de um jejum extraordinário foi feito por Elias, também nas imediações do monte Horebe, e olha que nesse período Elias estava vivendo uma verdadeira crise, a ponto de pedir a própria morte (1 Reis 19:4-8). O fato é, que os jejuns irão marcar a sua vida para sempre.

Todavia, o exemplo clássico de um jejum extraordinário foi o de Jesus, no deserto da tentação, quando também jejuou quarenta dias e quarenta noites (Mat 4:1). Creio que o jejum de Jesus foi o divisor de águas em seu ministério terrestre, veja o que diz Ellen White, acerca desse jejum: “Foi para vencer o poder do apetite que, nos quarenta dias de jejum no deserto, Ele sofreu em nosso favor a mais rigorosa prova que a humanidade podia suportar.” Ciência do Bom Viver. Pág.333   

• 3º — O Jejum deve estar sempre acompanhado de aÇÃo 
É visível em toda a Bíblia que o jejum por si só não alcançará todos os resultados que você almeja alcançar, é imperioso que uma ação efetiva seja realizada paralelamente ao seu programa de jejum, afim de que você possa alcançar os seus objetivos propostos.

O jejum é uma proposta espiritual da nossa completa entrega a Deus, e é exatamente isso que Deus quer de cada jovem sul-americano, veja qual é o objetivo do jejum: “O espírito do verdadeiro jejum e oração é o espírito que rende a Deus mente, coração e vontade.” Conselhos Sobre Regime Alimentar pág. 189. Assim sendo, o alvo de jejum é uma entrega total a Deus. Aproveite a oportunidade para planejar mudanças de hábitos que lhe enfraquecem espiritualmente.

A frase que o ‘jejum é a oração do corpo’ me parece perfeita. O jejum reflete as nossas limitações físicas, mentais e espirituais, e em contrapartida o jejum nos remete a Deus como tendo todo o poder. Poder esse em especial contra as forças de Satanás (Mat 17:14-21). O jejum permite que o nosso cérebro esteja mais oxigenado por mais tempo e a nossa mente mais sensível a ouvir a voz de Deus.

• 4º — Leia uma literatura especial no dia do seu jejum
Aproveite o dia do seu jejum para ler uma literatura notadamente espiritual e com um propósito muito bem definido, para isso, separe antecipadamente os livros ou revistas que você irá ler. Claro que a leitura da Palavra de Deus, deve vir em primeiro lugar, eu particularmente gosto de ler os Salmos, ou então eu separo um assunto em especial para estudar naquele dia. O jejum deve ser um dia de reflexão e exame da própria alma diante de Deus.    

“Necessitamos humilhar-nos perante o Senhor, com jejum e oração, e meditar muito em Sua Palavra, especialmente nas cenas do juízo.” Grande Conflito Pág.601. O jejum nos move da nossa insuficiência espiritual para a total providência de Deus.

Se você jovem ou ancião ao ler este artigo ainda não fez nenhum jejum, experimente, eu creio que você vai se sentir muito bem ao final. Dê uma oportunidade mais intensa e maior para que  Deus possa lhe alcançar e lhe impressionar espiritualmente. O jejum nos ensina a depender menos do nosso corpo e a depender mais de Deus. O jejum também nos ensina a vivermos mais pela fé em Jesus.

• 5º — FaÇa o seu programa de jejum sem alardes
Não saia por aí trombeteando que você agora tem um extraordinário programa de jejum e oração. Entretanto, se lhe perguntarem, não se omita, compartilhe as razões do seu crescimento espiritual. O nosso jejum precisa ser mais do que uma mera formalidade, precisa sim, ser momentos de profunda reflexão e absoluta dependência de Deus.

“O jejum recomendado pela Palavra de Deus é alguma coisa mais que uma forma. Não consiste meramente em nos privarmos da comida, em usarmos saco, em lançarmos cinza sobre a cabeça. Aquele que jejua com verdadeira tristeza pelo pecado, jamais buscará exibir-se.” Maior Discurso de Cristo Pág.87.

Que o grande Deus, criador dos céus e da terra, possa habilitar a nossa linda juventude, a ser mais seletiva ao usar as mídias, e em especial a Internet. E que a nossa juventude tenha mais compromisso com a missão da igreja. E doravante através da comunhão diária com Jesus o céu seja glorificado, e se essa comunhão puder se intensificar e se aprofundar com jejum e oração, excelente e glórias a Deus. O Jejum é a oração do corpo, portanto, coloque o seu corpo para orar.       

Pr. Otimar Gonçalves
líder do Ministério Jovem na América do Sul

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